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SOBRE

A plataforma Diz Trava Através do Olhar nasce em 2020 com o desejo de experimentar novos imaginários a partir de uma perspectiva transcentrada y de criar um espaço de apoio à produção de artistas trans*, visando a ampliação de oportunidades no mercado da arte. A Diz Trava articula o fazer artístico com ações formativas, entendendo a criação y o compartilhamento de saberes como atividades inseparáveis.

A Diz Trava é atravessada por múltiplas linguagens, como teatro, cinema, literatura, palhaçaria, performance y artes visuais. Dentre os trabalhos já desenvolvidos estão as dramaturgias Botão Zíper (2022), Depois do Fim – a Jornada de uma criança sem nome (2023), o livro Baba nas costas (2022) y o filme Depois do Fim (2024), inspirado na dramaturgia de mesmo nome. No teatro, desenvolvemos o monólogo Sol & Sombra (2022-), que atualmente se desdobra em um espetáculo. Esses y outros trabalhos podem ser encontrados na página do Portfólio.

A plataforma também desenvolve ações formativas, como oficinas y residências artísticas, em que compartilhamos as metodologias de criação envolvidas no nosso fazer artístico. ​

A Diz Trava se move pelo compromisso com a ampliação da empregabilidade trans*, pela criação de espaços seguros de invenção y pelo gesto contínuo de produzir imaginários sobre a transgeneridade que não se limitem à resposta à violência – mas que afirmem, sobretudo, a vida em sua multiplicidade.

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ManifestE

“Eu tô aqui reivindicando o direito de contar minha própria história, tá dando pra entender? Que não é A história única. Ela é diversa, tal como eu, tal como vocês, embora possa não parecer”

— Sol & Sombra

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uma ponte

uma pinguela

um períneo

uma membrana

uma gambiarra

um circuito

um cavalete

Sinopse: Uma plataforma assentada em Belo Horizonte investiga como levantar outras estruturas sem deixar de fortalecer as bases. Nesse percurso, encontra alianças improváveis, lida com a ameaça da descartabilidade y descobre, entre crises, corres y curiações, que talvez existir também seja aprender a funcionar como passagem.

Por um lado, temos um contexto em que pessoas diferentes não são ouvidas, vistas, sentidas, por causa de um desejo de que as coisas continuem como estão (como se as coisas estivessem bem assim). Por outro, temos um treinamento de querer ouvir exatamente o que queremos ouvir: uma fala que nos represente por completo, que resolva tudo, que assine uma nova lei (como se as coisas ficassem bem assim). Por outro lado ainda, a gente resolve que quer conversar, tarefa difícil, queremos ter o mínimo para gerar o suficiente para trabalhar em relações de dignidade. Acontece que toda fala é insuficiente e, talvez, aceitando isso, juntemos nossas insuficiências em algo mais.

Uma travesti turbinada sobe no palanque y faz um discurso político arrebatador, agradando gregos y troianos:

— Estou pensando em fazer uma mastec! – com um largo sorriso.

Ela faz uma recuperação de sua história pessoal de que sempre pensou em colocar peito; para depois tirar o peito; y depois colocar o peito de novo conforme as estações do ano, seguindo belíssima, com números variados de seios. Cada tira-e-põe custa dez mil – ela é cara (se manter sob os holofotes requer um jogo de cintura). A massa grita em uníssono:

— Como ela nos representa!

perigosa

piada

contemporânea

objeto

Contrapartida social (Neste campo, descrever o que a sociedade/empresa propõe em contrapartida ao nosso trabalho – qual é a contrapartida; para quem ela se destina; qual a nossa relação com o objeto principal de sua proposta. Listar quais são os objetivos da sociedade/empresa, quem é público-alvo, descrever quais atividades estão sendo feitas para esse público, como tais medidas impactam na vida de pessoas trans*. Por fim, anexar cronograma detalhado para a implementação de uma contrapartida social mais justa y justificar o por quê devemos seguir contribuindo para manter essa sociedade/empresa. Esperamos os resultados em vida).

a vida é importante o corpo 

a corpa é importante

y compensa acreditar fazendo

 

um outro mundo 

possível 

que assim seja

 

trans*formar o trabalho

mesopotâmico

de jogar aquele 

jogo de dois rios que não têm a 

terceira margem

 

y se não houver terceira, 

de um rio que não corre em 

medida calculada

 

y se mensurável,

pela encruzilhada y não pela 

cruz que cruz é tortura

y encruzilhada é não-tortura

 

é sim torção

de-forma

y dobra a aposta

– o sangue que passa pelo coração

passa feliz –

ou não faz conta disso

importa-se atravessa(da)

 

o coração bate

batem sangue pra ela

y elu rebate

sentimos, de repente, além dos miolos

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Sobre editais de cultura (o que a sociedade nos oferece de volta?)

como ler um manifesto

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Nossas Frentes de Atuação

Expandimos os horizontes da arte e do saber através de práticas colaborativas que unem a cura artística ao rigor educativo.

Frente Artística

Dramaturgias e Roteiros

Produção textual centrada na palavra que cura e liberta, traduzindo sentimentos em cena.

Publicações Editoriais

Compilação de acervos digitais e livros físicos que registram a trajetória visual do Olhar.

Mural Coletivo

Espaço de exposição permanente para poesias e obras enviadas pela nossa comunidade.

Frente Formativa
Ações Educativas

Mediação cultural e intervenções em espaços públicos e institucionais de ensino.

Experiência e Troca

Oficinas de imersão onde o corpo e a imagem se tornam ferramentas de autoconhecimento.

Pesquisa Pedagógica

Desenvolvimento científico e artístico sobre o impacto da arte-educação na sociedade.

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